terça-feira, 7 de setembro de 2010

Eu não falo sobre religião.

Antes de mais nada, no meu blog sempre escrevi sobre coisas que me incomodavam, comecei na verdade com aquela história sobre aquele garoto lá, sei que já ofendi pessoas com coisas que escrevi aqui (com a intenção de ofender lógicamente). Dessa vez quero deixar claro que esse texto não é a favor nem contra nenhuma religião, vai expressar apenas meu ponto de vista sobre o assunto de uma forma bem mínima, afinal não sou nenhuma estudiosa a ponto de dominar o assunto. Peço aos possíveis leitores que não se ofendam e nem abandonem meu blog depois disso.
Quem convive comigo sabe bem que eu não sigo nenhuma religião e que eu estou pouco me lascando para começar a seguir uma. Venho de família católica, onde todos, okay, QUASE todos vão à missa regularmente. Minha mãe, na verdade, é espírita e meu pai também. E eu como eu disse antes, não sou nada.
O fato é: minha mãe quebrou o braço há uns três meses, e foi feia a coisa, o braço permanecia dormente mesmo dias após a cirurgia. Dona Alaide encontrando-se nessa situação desesperadora fez o que todo católico faria UMA PROMESSA. Mesmo ela sendo espírita, foi criada na igreja, creio que existam alguns costumes que a gente não larga mesmo depois de um tempo. A promessa é simples ir dois meses (eu acho) às missas de terça-feira. Neste belo feriado de sete de setembro, para quem não sabe hoje é dia da independência do Brasil, eu resolvi ir com ela à igreja. Siiiim, eu fui á igreja.
Chegando lá notei quão vazia estava a igreja, nos sentamos e uma senhora muito simpática me entregou um folheto da missa, de cara estranhei pois a data era 5 de setembro, e hoje como deve estar na data do blog E eu citei acima é dia 7 de setembro. Tudo bem, começou a missa. E como eu já esperava tudo que se falava não batia com o panfleto que me haviam entregado. Mas isso é só um detalhe. Um dos motivos pelos quais eu abandonei a religião católica é aquela missa toda certinha onde as pessoas já sabem o que elas tem que falar e inclusive o que o padre tem pra falar, eu que fui á missa quando menina e algumas vezes depois de cavalona sei de cor tudo que tenho que dizer, não entendo como alguém pode sentir que está sendo "salvo" decorando as coisas. Outra coisa bem curiosa, mas acho que isso abrange a religião de uma forma geral, é a questão do pecado. Que mané pecado? Eu bebo, saio de rolê, já não dá mais tempo de casar virgem, já cobicei o homem da próxima, já traí, já comi carne na sexta-feira santa, já falei mal do próximo, eu de maneira nenhuma amo o próximo como a mim mesma, já discuti com minha mãe, já fiquei sem falar com meu pai e já levantei falso testemunho sobre pessoas. Em contrapartida eu trabalho muito e me dedico ao que faço, eu já disse á minha mãe que a amo e digo sempre, falo com meu pai e procuro manter contato com ele, faço o possível pra não prejudicar ninguém, falo sempre a verdade (pra mãe não conta), sou uma pessoa boa na medida do possível, e mesmo assim vou pro inferno? Quem sabe o purgatório? Sinceramente, se você precisa de uma religião para te dizer que você precisa fazer o bem pras pessoas, você não é uma pessoa boa. Você simplesmente tem que fazer o bem, e não fazer o bem em busca da salvação. E quem disse que por causa de alguns erros você vai pagar eternamente, todo mundo erra, se não nós não nasceríamos, né? Uma curiosidade em qualquer religião é o fato de você não aceitar a visão alheia, isso vale pra QUALQUER religião, toda religião tem fanáticos e são eles que me incomodam á vezes. Na missa também tem um momento em que você tem que dar a paz de Cristo para pessoa ao lado, é simples você pega na mão do outro e diz "A paz de Cristo", nessa hora fiquei me perguntando, ele de fato está me desejando a paz ou está fazendo isso porque já se tornou automático pra ele?. Despreocupem-se, a todos que desejei a paz, desejei de coração. Na verdade aquilo me pareceu algo coreografado, talvez não para todos, mas para muitos sem objetivos.
Com certeza se alguém da minha família ler isso vai dizer eu preciso de Deus no meu coração. Mas o fato de eu não frequentar nenhuma religião não quer dizer que eu não o tenha no coração. Só que esse Deus que "vendem" por aí pra mim não existe, um Deus que castiga ou que perdoa totalmente. Acredito que Deus seja algo em que o homem tem de se apoiar, afinal ninguém vive só de razão nem só de emoçao. Há que equilibrar-se, qualquer um uma vez na vida disse "Graças a Deus!", eu digo isso e digo mais não preciso que a igreja ou qualquer outra instituição me peça para agradecê-lo, não pretendo dar dinheiro à lugar nenhum para reservar meu lugar no céu, tampouco preciso de 1 hora ou mais pra agradecer à Deus. Dizem que Deus é onipresente, onisciente e onipotente, então ele sabe o quanto sou grata por tudo que tenho nessa vida e sabe que não é só obra dele, que eu lutei pra chegar onde cheguei, conquistar o que conquistei. Se eu acredito ou não em Deus? Só o fato de você negar a existência de alguma coisa você já está afirmando que ela existe. Só que o meu Deus é diferente do Deus que me apresentaram quando criança.
Não estou criticando a religião católica, apenas citei ela, pois é a única que tenho pelo menos um pouquinho de propriedade pra falar, não se ofendam.
E só pra finalizar, ir à igreja não irá te salvar. Não sou dessas que acredita no juízo final e que só os que foram à igreja serão salvos, mas se você é, é bom que você saiba que ir à igreja não basta, viu neném? Bondade vai muito além disso. E fique atento, pois o fim dos tempos está próximo, ou só eu percebi que o JustEn Bieber é o anti-cristo e a banda Restart são os quatro cavaleiros do apocalipse?

Um comentário:

  1. rs Gostei deste final!!!Bieber é a besta...e o grupinho os cavaleiros...
    Jú: livre arbítrio. Deus é tão grd, tão amoroso que nos deu o livre-arbítrio.E ELE conhece bem o coração de cada filho seu, independente de religião e ou dogma.
    Kisses

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